Artigo

Análise da deformação e resistência ao torque das chaves de inserção em diferentes tipos de conexões implantares

Objetivo: avaliar a resistência a altos torques e deformação no torque máximo recomendado pelo fabricante das chaves de inserção dos implantes HE torque interno e CM de três sistemas nacionais. Material e métodos: metade da amostra foi submetida a torque máximo, consistindo em aumentar o torque em 10 Ncm a partir de 45 Ncm com as chaves montadas em torquímetro digital até a fratura das chaves ou limite de torque do torquímetro digital. A outra metade recebeu torque de 80 Ncm durante 30 segundos para análise de deformação. Resultados: a maioria das chaves de inserção suportou o teste de deformação sem alteração visual, com exceção do conjunto implante/chave CM do Sistema Conexão, que apresentou 75% de travamento. Na resistência ao torque máximo, o conjunto chave/implante HE do Sistema Conexão foi estatisticamente superior ao conjunto CM, com média de torque de 217,5 Ncm e 188,5 Ncm, respectivamente. Os resultados dos outros fabricantes foram 203,8 e 188,8 Ncm no HE, 213,5 e 213,0 Ncm no CM para DSP e Neodent, respectivamente, sem diferenças estatísticas. Os três sistemas de implantes não diferiram entre si quanto à resistência ao torque de inserção, seja HE ou CM. Nas chaves fraturadas observadas em MEV, foram encontradas manchas que podem estar relacionadas à contaminação metalúrgica durante o processo de fabricação. Conclusão: torques elevados podem causar usinagem no contato das chaves e paredes internas dos implantes, levando ao travamento do conjunto chave/implante ou giro em falso, podendo ocasionar problemas no procedimento cirúrgico.

Autores: André Luiz de Sousa Teixeira, George Furtado Guimarães e James Carlos Nery
Revista: ImplantNews 2020 | v5n3

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