Artigo

Avaliação da força de mordida em pacientes com restaurações sobre implantes: prótese total bimaxilar versus prótese total inferior/convencional superior

Objetivo: avaliar a força de mordida (FM) em pacientes com próteses sobre implantes. Material e métodos: neste estudo transversal, os pacientes foram recrutados entre junho e setembro de 2015. Foram selecionados indivíduos maiores de 18 anos e de ambos os sexos, portadores de reabilitação protética osseointegrada total parafusada, com período pós-operatório de seis meses e 12 meses, divididos em G1 (próteses bimaxilares sobre implantes) e G2 (prótese total inferior/convencional superior). Os pacientes foram instruídos para que mordessem durante dez segundos com o máximo da força possível em um dinamômetro digital. As medidas foram realizadas na face oclusal dos primeiros molares inferiores em ambos os lados, um de cada vez, e na região dos incisivos. Cada local foi mensurado três vezes e obtida uma média dos valores, com precisão de 0,01 N. Entre cada local de medida, respeitou-se um intervalo de dois minutos. Ainda, a dor (EAV), abertura bucal (mm) e a qualidade de vida (OHIP-14) foram mensuradas. Resultados: a dor no G1 foi 0, enquanto no G2 foi grau 3. Não houve diferença para o grau de abertura bucal (47,5 mm x 39,5 mm). As queixas (dor física, desconforto e incapacidade) foram registradas apenas no G2, sem diferença estatística). Entretanto, houve uma diferença significativa entre G1 (275,80 N) e G2 (63,38 N) para a FM somente no lado direito (p=0,025). Conclusão: pacientes com próteses bimaxilares apresentam melhores escores em todos os parâmetros avaliados. Entretanto, mais estudos devem ser realizados em função das amostras serem reduzidas neste ensaio.

Autores: Francini Mecca, Letícia Tainá de Oliveira Lemes, Fernando Thalheimer Bacchi, Miguel Andelo Nadin, Paulo Sérgio Nadin e Carolina Barreto Mozzini
Revista: Revista ImplantNewsPerio 2017 | v2n6

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