Artigo

Avaliação da taxa de sobrevivência de 101 implantes dentários curtos: um estudo retrospectivo com média de 48 meses de acompanhamento

Objetivo: avaliar a taxa de sobrevivência de implantes dentários curtos (= 8,5 mm). Material e métodos: foram analisados 54 prontuários clínicos, com implantes instalados entre 2007 e 2014, considerando-se critérios de inclusão e exclusão previamente publicados na literatura. Implantes com no mínimo um ano de acompanhamento após a instalação das próteses foram incluídos no estudo. Todos os implantes foram instalados conforme protocolos cirúrgicos e protéticos padronizados, ficando ao nível ósseo e apresentando um torque mínimo de 20 Ncm. Resultados: dos 54 prontuários, nove foram excluídos por apresentarem dados incompletos. A amostra final foi de 101 implantes curtos instalados em 45 pacientes (dez homens, 35 mulheres), com um tempo médio de acompanhamento de 48 meses. Foram instalados 85% dos implantes entre as áreas de segundo pré-molar e segundo molar mandibular. Foram instalados 17 implantes com enxertos realizados no mesmo tempo cirúrgico. Durante o período de acompanhamento, apenas três foram perdidos (sobrevivência de 97,02%), em pacientes diferentes. O tempo médio para reabilitação protética foi de 7,7 meses. Sete implantes foram reabilitados como parte de próteses totais metaloplásticas e 94 suportando coroas metalocerâmicas, sendo 93 próteses unidas e oito unitárias. Conclusão: implantes curtos se apresentam como uma opção viável e segura de tratamento para pacientes com pouco rebordo residual disponível. Entretanto, estudos longitudinais com amostras maiores e sistemas de implantes diferentes são necessários para confirmar ou refutar estes dados.

Autores: Eduardo Cláudio Lopes de Chaves e Mello Dias, Rafael Saviolo Moreira ,Mário Groisman e Guaracilei Maciel Vidigal Jr.
Revista: Revista ImplantNews 2015 | v12n6a-PBA

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