Artigo

Influência do número de roscas e da densidade dos blocos de poliuretano na estabilidade primária de implantes do sistema intraoss

Objetivo: avaliar e comparar a estabilidade primária dos implantes cilíndricos de 3,75 mm x 11 mm Titaoss e Titaoss dupla rosca, do Sistema Intraoss, instalados em blocos de poliuretano com baixa densidade. Material e métodos: foram realizadas 32 cavidades em dois blocos de poliuretano, simulando as densidades de ossos tipo III e IV. As estabilidades dos implantes foram mensuradas por meio do torque de inserção e frequência de ressonância. Resultados: os implantes Titaoss instalados no osso tipo III apresentaram valores de torque de inserção de 43,1 ± 14,87 Ncm, enquanto os valores dos implantes Titaoss dupla rosca foram 46,9 ± 5,3 Ncm. No osso tipo IV, os implantes Titaoss apresentaram valores de 30 ± 0,0 Ncm e os dupla rosca de 29,4 ± 1,77 Ncm. Não houve diferença significante na estabilidade primária entre os grupos dos implantes (p > 0,05) instalados no mesmo tipo de osso. Os implantes Titaoss instalados no osso tipo III apresentaram valores de ISQ de 57,3 ± 4,69, ao passo que os valores para os implantes Titaoss dupla rosca foram 54,9 ± 3,98. No osso tipo IV, os implantes Titaoss apresentaram valores de 48,4 ± 4,07 ISQ e os dupla rosca de 50,8 ± 3,98 ISQ. As estabilidades primárias dos implantes foram maiores no osso tipo III quando comparado ao IV (p < 0,05). Conclusão: os dois desenhos de implantes permitem a obtenção da estabilidade primária para a técnica da carga mediata. No entanto, para submeter esses tipos de implante à carga imediata, indica-se a técnica da subfresagem.

Autores: Daniela Ponzoni, Leonardo Perez Faverani, Leonardo de Freitas Silva, Erik Neiva Ribeiro de Carvalho Reis, Carlos Nelson Elias Paulo e Sérgio Perri de Carvalho
Revista: Revista ImplantNewsPerio 2018 | v3n2