Artigo

Manipulação de tecido mole peri-implantar na região lingual posterior de mandíbula

O objetivo deste artigo foi relatar um caso clínico no qual foi realizada uma modificação da técnica de estabilização do enxerto de tecido conjuntivo (ETC) concomitante à etapa de reabertura, com o intuito de melhorar a qualidade da mucosa peri-implantar na região lingual posterior de mandíbula. Após anamnese, foi constatada no exame clínico a necessidade de exodontia do dente 34 e reabilitação protética na região do 34-36. Após cinco meses, foram instalados três implantes na região dos dentes 34, 35 e 36. Decorridos quatro meses, foi realizada a reabertura desses implantes e, pela ausência de mucosa queratinizada na região dos implantes instalados, optou-se por realizar um ETC na região lingual do 35 e 36. Este foi removido do palato e, para melhor adaptação desse enxerto no leito receptor, foi utilizado um perfurador de lençol de borracha para perfurar o ETC no local que correspondia aos cicatrizadores dos implantes 35 e 36, estabilizando-se assim o ETC no leito receptor. O retalho foi reposicionado, cobrindo totalmente o ETC e suturado. Após três anos, o tecido mole adjacente ao implante apresentava-se clinicamente estável e saudável, e a paciente encontrava-se satisfeita com o resultado. De acordo com o caso clínico relatado, esta nova abordagem para utilização do ETC, para criar uma faixa de gengiva queratinizada ao redor de implantes, mostrou-se eficiente quanto à sua utilização de região posterior de mandíbula. Entretanto, estudos clínicos adicionais são necessários para avaliar a precisão desta técnica em outras condições clínicas.

Autores: Alvaro Francisco Bosco, Maria José Hitomi Nagata, Letícia Helena Theodoro, João Martins de Mello Neto, Juliano Milanezi de Almeida, Paula Lazilha Faleiros e Natália de Campos
Revista: Revista ImplantNewsPerio 2017 | v2n3

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