Artigo

Utilização de implantes curtos em mandíbulas de pacientes periodontalmente comprometidos: oito anos de acompanhamento

O objetivo desse estudo foi avaliar o desempenho de implantes curtos (7 mm – 8,5 mm) em mandíbulas parcialmente edêntulas de pacientes periodontalmente comprometidos. Foram avaliados 52 implantes em 22 indivíduos, sendo o grupo teste composto por 41 implantes em 15 pacientes periodontalmente comprometidos com média de idade 59 anos (DP ± 11). O grupo controle era composto por 11 implantes em sete individuos periodontalmente sadios, com idade média de 50 anos (DP ± 10.8). A periodontite foi considerada presente quando um indivíduo apresentava perda de inserção > 4,0 mm com presença de sinais clínicos de inflamação. Os pacientes do grupo teste foram submetidos à terapia periodontal. A cirurgia para instalação dos implantes foi realizada somente após controle dos sinais clínicos da doença periodontal. Os implantes foram instalados em clínica particular pela mesma operadora e acompanhados por oito anos. A avaliação dos implantes curtos foi realizada por radiografias periapicais para verificação da perda óssea ao redor das roscas dos implantes nas regiões mesias e distais. Os resultados foram avaliados nos tempos de 2,5 e oito anos. O grupo teste não apresentou perda óssea significantemente maior que o grupo controle ao redor dos implantes nos diferentes períodos analisados. Sendo assim, podemos concluir que o tratamento com implantes curtos em pacientes com comprometimento periodontal foi considerado seguro e previsível quando utilizado um estrito protocolo clínico por um período de oito anos.

Autores: Patricia Maria Peres Touma, Fernanda Brito e Carlos Marcelo Figueredo
Revista: ImplantNews 2010 | v7n1

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